DIEGO PEREIRA DE ARAUJO

AUTOR:  DIEGO PEREIRA DE ARAUJO
TÍTULO: IN VIVO BIOCOMPATIBILITY OF ELASTIC CARTILAGES TREATED IN ALKALINE SOLUTION

ORIENTADOR:  Prof. Dr. GUSTAVO HENRIQUE MARQUES ARAUJO
DATA DA DEFESA:
 18/02/2019

RESUMO


Embora o uso de cartilagem elástica de origem animal, como xenoenxerto, seja conhecido na rotina 3 veterinária, suas propriedades e as reações que provocam no organismo do animal ainda são pouco 4 conhecidas, principalmente quando tratadas em solução alcalina. O conhecimento dessas 5 particularidades poderá possibilitar maior segurança no desenvolvimento de novos biomateriais para a 6 rotina clínica e cirúrgica humana e veterinária. Desta forma, este estudo teve como objetivo principal 7 analisar comparativamente a biocompatibilidade entre as cartilagens elásticas bovinas tratada em 8 solução alcalina e as cartilagens não tratadas, implantadas em ratos Wistar. As cartilagens foram 9 obtidas de orelhas bovinas e, metade destas foram tratadas em solução alcalina e a outra metade não 10 foram tratadas. Independente do tratamento, as cartilagens foram esterilizadas em óxido de etileno. As 11 cartilagens foram implantadas no subcutâneo da região dorsal, entre as escápulas em ratos (N=50) 12 sendo que GE (N=25) receberam cartilagens tratadas e GC (N=25) receberam cartilagens não tratadas. 13 Para a retiradas dos implantes foram eutanasiados cinco animais de cada grupo nos dias 3, 7, 14, 21 14 e 42 sendo que as características macroscópicas desencadeadas pelo implante foram avaliadas e 15 estadiadas como fibroses, coágulos e infecções. Foram realizadas avaliações histopatológicas para 16 verificar a reação tecidual, qualificando e quantificando-se o processo inflamatório e da proliferação do 17 tecido conjuntivo. Os resultados mostram que GE possui menor quantidade de infiltrado inflamatório e 18 melhor organização do tecido conjuntivo em relação a GC. Os padrões de degradação da cartilagem 19 em GE mostraram diminuição na matriz cartilaginosa em relação a GC e não houve diferença 20 significativa do processo de neovascularização entre os grupos. Concluiu-se que o tratamento alcalino 21 proporcionou melhor biocompatibilidade para a cartilagem elástica quando implantada no subcutâneo 22 de ratos.

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