VANESSA DE FREITAS FERREIRA

AUTOR: VANESSA DE FREITAS FERREIRA

TÍTULO: AVALIAÇÃO MORFOFUNCIONAL DO TESTÍCULO DE Philander frenatus (OLFERS, 1818 - DIDELPHIMORPHIA: DIDELPHIDAE)

ORIENTADOR:  Profa. DR.ª FABIANA CRISTINA SILVEIRA ALVES DE MELO

DATA DE DEFESA: 21/09/2018

 

RESUMO:

O conhecimento de aspectos e parâmetros reprodutivos de animais silvestres contribui para a elaboração de políticas públicas de conservação e desenvolvimento de manejo da espécie. Este trabalho contém dois capítulos. O primeiro, apresenta revisão de literatura do processo espermatogênico em mamíferos, anatomia da gônada masculina de marsupiais da Ordem Didelphimorphia e descrição da espécie Philander frenatus. No segundo capítulo, descrevemos a estrutura testicular desta espécie através de análises morfométricas e estereológicas. Os testículos desses animais possuem localização pré-peniana. Como em outros mamíferos, se dividem em compartimento tubular e intertubular, possuem atividade exócrina de formação de espermatozoides, e endócrina pela síntese de testosterona. Esse andrógeno estimula e coordena as etapas de desenvolvimento da espermatogênese. As células de Sertoli garantem suporte apropriado e as células de Leydig sintetizam testosterona. Esse processo requer uma fonte estável de células germinativas comprometidas com as etapas de desenvolvimento, um período de proliferação e por último, etapa de maturação espermática. Avaliamos que os baixos valores de IGS (0,17%), IPS (0,15%) e de ITS (0,10%), e os altos valores de IIS (0,07%) e PV do interstício nos testículos (35%) indicam baixo investimento corporal gonadal e tubular e alto investimento corporal em interstício. As células de Leydig ocuparam 24,40% do volume testicular e quase 70% do intertúbulo. O volume celular de Leydig médio (2627,12 μm3) é um dos mais elevados já descritos e provavelmente indica maior produção androgênica. As células de Sertoli apresentaram índice, capacidade de suporte e número de células por g de testículo 3,91, 5,79, 2,56 x 106, respectivamente, o que indica baixa capacidade de suporte e baixa eficiência de células de S, resultado do baixo investimento em produção de gametas dessa espécie. Estas características são comuns em espécies que apresentam sistema de acasalamento monogâmico/poligínico e comportamento agressivo e territorialista.

 

  

 

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Dissertação de Vanessa de Freitas Ferreira 2902 Kb 75b49df85a3d85f535c7a172e513b04d